segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2012


pombadapazDestaca manifestações promovidas pelas novas gerações, exigindo mudanças no mundo da política, da cultura e da economia.
Apresentada nesta sexta feira em conferência de imprensa, a mensagem de Bento XVI para o 45.º Dia Mundial da Paz, dedicada em 2012 ao tema ‘Educar os jovens para a justiça e para a paz’.
Bento XVI destaca o papel das novas gerações na tentativa de superar o “sentido de frustração” que se gerou por causa da “crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia”.
“As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança”, assinala o Papa na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2012,
Falando numa crise “cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas”, o documento admite que “quase parece que um manto de escuridão teria descido” sobre os dias de hoje, “impedindo de ver com clareza a luz do dia”.
Após um ano caraterizado por manifestações de rua um pouco por todo o mundo, mas em particular no Médio Oriente e norte de África – que levou a revista norte-americana ‘Time’ a eleger o ‘manifestante’ como personalidade de 2011 – a mensagem papal destaca o esforço de quem procura ter uma “capacidade efetiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia”.
Bento XVI pede jovens “solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos”.
O Papa chama à construção de “uma sociedade de rosto mais humano e solidário”, sublinhando que “não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele económico ou social, individual ou coletivo”.
Numa reflexão dividida em seis pontos, a mensagem de Bento XVI destaca que “a liberdade é um valor precioso, mas delicado: pode ser mal entendida e usada mal”.
“Quando o homem se crê um ser absoluto, que não depende de nada nem de ninguém e pode fazer tudo o que lhe apetece, acaba por contradizer a verdade do seu ser e perder a sua liberdade”, alerta Bento XVI.
Segundo o Papa, “o homem, para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal”.
“No nosso mundo, onde o valor da pessoa, da sua dignidade e dos seus direitos, não obstante as proclamações de intenções, está seriamente ameaçado pela tendência generalizada de recorrer exclusivamente aos critérios da utilidade, do lucro e do ter, é importante não separar das suas raízes transcendentes o conceito de justiça”, prossegue, retomando uma reflexão apresentada no Parlamento alemão.
Bento XVI convida a preparar a celebração anual pela paz prestando atenção “ao mundo juvenil”: “Escutá-lo e valorizá-lo para a construção dum futuro de justiça e de paz não é só uma oportunidade, mas um dever primário de toda a sociedade”.

O cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, falou aos jornalistas, acompanhado pelo secretário deste organismo da Cúria Romana, D. Mario Toso.
Desde a sua eleição, em abril de 2005, Bento XVI escolheu como temas para esta celebração anual, a verdade, a dignidade da pessoa, a unidade da família humana, o combate contra a pobreza, o meio ambiente e a liberdade religiosa

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Conquiste a liberdade


liberdadeemcristoSer aquilo que se é custa caro nos dias de hoje!
Ser aquilo que se é custa muito caro nos dias de hoje… O homem atual hoje vive sob uma contínua pressão: ele traz sobre si o peso de inúmeras cobranças. Frequentemente, ele acaba sendo condicionado – e até aprisionado – por ideias e valores preestabelecidos pela sociedade que o cerca, a qual lhe impõe constantemente muitas exigências a serem cumpridas.

Em muitas circunstâncias, o ser humano acaba “sufocado” pela perene cobrança dos que com ele convivem, sendo que – muitas vezes – ele só se percebe “aceito” e “amado” quando corresponde às cruéis expectativas dos seus companheiros do cotidiano.

Infelizmente, algumas pessoas só são capazes de expressar qualquer carinho ou afeto àqueles que correspondem em tudo ao seu estereótipo e ideal de vida, sendo que aqueles que fogem um pouquinho ao que elas pensam acabam sendo “elegantemente” descartados.

Mas que tragédia… que hipocrisia imaginar – ainda que inconscientemente – que as pessoas tenham de ser do jeito que achamos e que se elas não se encaixarem em nossos “padrões” não terão o direito de nos acompanhar na vida.

É triste, mas é verdade: quem não deseja viver uma hipocrisia em seus relacionamentos precisará pagar um grande preço, tendo que, muitas vezes, sofrer em virtude do fato de não querer representar para ser aceito.

Ser aquilo que se é nos dias de hoje custa caro…

Creio que é preciso iniciar uma concreta revolução na própria escala de valores e conceitos a ponto de conseguir aceitar e acolher aquilo (aquele (a)) que é diferente e que nem por isso deixa de ser bom.

Sejamos, sim, nós mesmos em tudo, contudo, permitamos também às demais pessoas a liberdade de acontecerem ao nosso lado sem precisarem representar. Aprendamos – com a arte presente na simplicidade – a acolher as pessoas em sua verdade e integralidade. Assim seremos mais livres e promoveremos profundas liberdades, tornando a vida menos pesada e o coração mais propenso a alçar voos mais altos…

Ser feliz não é tão difícil, basta apenas libertar-se da superficialidade e aprender a raciocinar.

Sem medo, desenvolvamos em nós essa bela capacidade de acolher os outros, começando primeiro em nosso coração (acolhendo em verdade aquilo que somos). Assim, sem dúvida alguma, conquistaremos “essa tal liberdade” diante da vida e de cada pessoa que conosco realiza a aventura de existi
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BrasilSemTVRecord

ATENÇÃO CATÓLICOS:: A TV Record deseja em matérias jornalísticas mudar a opinião pública contra a #JMJ2013. Por isso, nós católicos temos que protestar contra a ação dessa emissora. Dia 16/12/2012 às 14h faremos um twittaço #BrasilSemTVRecord. Se você católico e tem twitter, junte-se a nós! O protesto é pacífico e justo! Contamos com você!


FONTE: catecismo jovem.

Confirmada a data da JMJ Rio2013

cruz jmj brasil

Pode marcar na agenda, pode avisar aos amigos, pode organizar seu grupo. Foi confirmada hoje, em Roma, a data da Jornada Mundial da Juventude Rio2013. O encontro será de 23 a 28 de julho de 2013.


A data oficial foi decidida durante a reunião entre o Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), que é o Comitê Organizador Central da Jornada, e a comissão do Comitê Organizador Local (COL) do Rio, que está em Roma desde ontem. 

Estão participando pelo COL o presidente da comissão e arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, os dois bispos auxiliares que acompanham mais diretamente a Jornada, Dom Antônio Augusto Dias Duarte e Dom Paulo Cezar Costa, monsenhor Joel Portella Amado, da coordenação geral, e os padres Márcio Queiroz, responsável pela Comunicação, e Renato Martins, responsável pelos Atos Centrais.

Entre as questões estão sendo tratadas está também a escolha da logomarca da JMJ Rio2013. A comissão retorna ao Rio amanhã e está prevista uma reunião de todos os setores do Comitê para que seja apresentado o que foi ratificado e o que foi retificado do documento de trabalho do COL, que contem os projetos de cada setor.

Para ficar por dentro de mais notícias e acompanhar de perto as novidades, curta a página oficial da Jornada Mundial da Juventude #Rio2013 no Facebook.

domingo, 11 de dezembro de 2011

E.PJ. em reunião com os coordenadores de grupo


Em reunião com o Pe. Possidio, a E.P.J. decidiu que irá um representante por grupo de jovens da nossa paróquia, hoje com 9 grupos. E hoje em reunião foi passado para os coordenadores que irão  escolher juntamente com o grupo uma pessoa, para participar da JMJ 2013 no Rio. Em pauta foi colocada também uma pouca avaliação da caminhada de cada grupo que com a graça de Deus está dando certo. Em outra pauta foi colocada pela E.P.J sobre a visita dos símbolos que estão visitando as dioceses brasileira, e que em fevereiro estará chegando na nossa também, de como os grupos de nossa paróquia vão participar, como também convidar outros jovens a se juntar a nós e soltar a voz anunciando o reino de Deus em meio a essa sociedade injusta e podre.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Juventude brasileira cristã e a falta de valores




Falar de jovens ainda é fácil para mim, porque ainda sou um deles. Creio que nada melhor do que estar enquadrado, ou arredondamente incluído em um determinado grupo para poder averiguar o ambiente, percebe-lo, e utilizar da nossa massa encefálica para suscitar algumas considerações sobre ele. 



Sou uma jovem de vinte e poucos anos. Mas, contudo, nunca me senti tão velho quanto agora. Velha nos valores, na vontade de fazer o que é justo, o que me trará consequencia boas para o futuro. Isso não é coisa de jovem, mas da jovem velha guarda, podem pensar alguns. Por isso hoje me sinto mais para o lado de lá, dos cabelos brancos, do que do lado de cá, da juventude das festas, bate-papos e devaneios. 

Sinto-me levemente que as cordas que me unem a essa geração se romperam, nao me visto como eles, nao falo talvez as mesmas girias, nao vou aos mesmos lugares. Sim, porque acredito que como cristã não me permito voltar a estaca zero de minha fé e de convicções. Dai, penso. Realmente estou desenquadrada e desemoldura por essa matiz de ações dessa geração dos vinte e poucos ou simplesmente foi ela quem se perdeu no caminho? 

Sinto-me envergonhada com que ando vendo em nossas igrejas, no seio da juventude, de lideranças. Um dia sonhei que minha geração iria ser diferente, iamos desempennhar ações contrarias às outras que vieram antes de nós. Pensava que iamos fazer a diferença, que remariamos contra a maré, viveriamos em santidade. Esses sempre foram os temas dos nossos periodicos encontros de adolescentes e juventude. 

O tempo foi se passando, e todo aquele ideal foi se evaporando com namoros, casamentos, filhos, profissões, estudos, viagens. Hoje se pensa que aquilo era apenas um ideal inatingivel, afinal de contas, não podemos mudar tudo. Contudo, nao mudamos nem a nós mesmos...


Sinto-me triste ao ver a realidade da juventude cristã brasileira protestante. 


Que mistura é essa de evangelho profano que vivemos, em que gravidez na adolescencia é normal, casamentos rompidos, aborto e uma série de falcatruas são permitidas em nome da paz e da tolerancia aos maiores dos erros? 


Que evangelho transformador é esse que se permite casamento fruto de traição? 


Que igreja é essa que esconde o erro do reincidente do mesmo pecado ainda não arrependido e mostra a cara do pecador confesso e arrependido, que foi e não pecou mais?


Que gente redimida é essa que não lê mais as escrituras como a carta de amor de Deus a nós e a troca por dvd, cds, e experiencias de pseudo-líderes que passam o tempo em uma EBD contando experiencias pessoais nada bíblicas, mas totalmente seculares e até mesmo anticristãs!


Que papo é esse que ouvir músicas com letras profanas, pornográficas e assistir filmes não fazem denegrir nosso parametro do que é pureza e separação do mundo? 

Sinto pena dos encontros, hoje tão pobres de ensinamentos, mas regado a muita "azaração", "ficadas", sensualidade e danças. Afinal, temos que entreter os jovens senão eles saem da igreja. Balela. A ovelha sempre está onde tem água pura e não sujeira.



Vejo isso tudo apenas um fruto de uma igreja protestante como um todo, de jovens e velhos, que não protestam mais, nem vivem a escritura sagrada no seu limite. O que me preocupa é que a tendencia é só piorar, veja somente essa nova geração de jovens que surge em nossos arraiais, terrivelmente sem referencial ( nós) e achando tudo normal e necessário. 


Abre-se mão de valores éticos, quanto mais cristãos, afim de manter as ovelhinhas no apriisco, tendenciando uma comunidade onde todos se sintam bem, acolhidos e com aparente passividade diante dos desvios de caráter, pecados e atitudes. Jovens mundanos em uma igreja mundana, onde lideres fingem não saber o que acontecem por detrás das coxias dominicais

Pastoral da Juventude

O QUE É PASTORAL DA JUVENTUDE?
A Igreja como instrumento que ajuda na concretização do Reino tem sua maneira própria de evangelizar, levando o Cristão a  participar dentro de todas as realidades que nos envolvem, organizando-se em grupos específicos, que são as PASTORAIS. PASTORAL é toda a ação que muda o modo de pensar, de ver e agir buscando na caminhada a concretização do PLANO DE DEUS que é o seu Reino de justiça, liberdade para todos. "Fazer" Pastoral é fazer o que Jesus fez. É continuar sua missão. Pastoral é serviço, ação, trabalho de quem segue Jesus (Ezequiel 34).
Pastoral da Juventude do Brasil é ação organizada dos jovens que são Igreja junto com seus pastores e com toda comunidade para aprofundar a vivência de sua fé e evangelizar outros jovens com opção evangélica preferencial e consciente pelos jovens das classes populares e pelos jovens marginalizados, em vista da construção de um mundo mais fraterno e justo, a fim de que se transformem em novos homens e novas mulheres, sendo pois agentes da construção da nova sociedade, guiados pelos critérios evangélicos.
É ação global, coordenada e oficial da Igreja no meio da juventude, animada pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora  da Igreja no Brasil e em profunda sintonia com os objetivos, as prioridades e as orientações das nossas Dioceses.
Se diz Pastoral "DA" Juventude e não "DE" Juventude. Se fosse de Juventude, seriam os outros: padres, religiosos(as), adultos e leigos, trabalhando para os jovens. Ou seja, não seríamos sujeitos de nossa história. Mas sendo Pastoral da Juventude significa dizer que o compromisso primeiro de fazer o que Jesus fez no meio da juventude, é do jovem. "É o jovem evangelizando o próprio jovem!" PASTORAL DA JUVENTUDE é tempo de descoberta pessoal, grupal e da sociedade. O jovem começa a ouvir, ver e sentir toda a realidade que o envolve que faz parte dele. Sente, então, o apelo de Deus e tenta dar uma resposta, percebe que o grupo de jovens tem de avançar. Já não se pode ficar só na reflexão e oração. É necessário partir para a AÇÃO. Estamos atendendo o chamado de Deus!!!
QUEM É DA PASTORAL DA JUVENTUDE?
Muitas vezes imaginamos que todos aqueles que fazem parte de um grupo de jovens são Pastoral da Juventude. Esse é um grave engano. Para ser pastoral da Juventude é necessário mais do que isso, devemos estar em sintonia com o que aconteceu na Igreja e ficar atento aos avanços sociais, tecnológicos e religiosos. Acima de tudo é estar em sintonia com as carências da sociedade, com uma ação planejada a partir das propostas da PJB.
Enfim, PJ são todos os grupos de jovens, assessores e coordenadores que procuram caminhar e crescer como Igreja e que se comprometem com a libertação integral do ser humano e da sociedade, afim de vislumbrar o Reino de Deus ainda neste mundo.
NOSSA HISTÓRIA
A Pastoral da Juventude é herdeira de uma história que vem sendo construída em nosso país desde 1930 com a chamada Ação Católica. Por volta de 1920, o Papa Pio XI preocupado com a missão da Igreja diante dos desafios e das grandes mudanças na realidade mundial (processo de urbanização e industrialização), estimulou a chamada Ação Católica que era o espaço de participação dos leigos católicos no apostolado hierárquico da Igreja, para o difusão e a atuação dos princípios católicos na vida pessoal, familiar e social.
A Ação Católica no Brasil foi marcada por dois momentos distintos. O primeiro, com a chamada Ação Católica Geral (de 1932 a 1950), e o segundo momento, a Ação Católica Especializada (de 1950 a 1960). Com a Ação Católica Especializada e os seus grupos JAC (Juventude Agrária Católica), JUC (Juventude Universitária Católica), JEC (Juventude Estudantil Católica) e JOC (Juventude Operária Católica) percebemos o início de um novo modelo de evangelização para os jovens. A Pastoral de Juventude herdou muita coisa deste período, como o método Ver-Julgar-Agir; uma prática transformadora a partir da realidade; a descoberta da dimensão política da fé; o protagonismo dos jovens e a presença do Deus Libertador nas lutas do povo.
Mas o surgimento de uma Pastoral Juventude Orgânica e transformadora como conhecemos hoje foi sendo gestado na década de 70 por iniciativa da própria CNBB e iluminado por um novo modelo de Igreja Latino-americana que vinha sendo construído através das conclusões e encaminhamentos das Conferências dos Bispos da América Latina ocorridas em Medelin (1968) e Puebla (1979). Foram nascendo e se organizando as pastorais de juventude: PJ - Pastoral da Juventude, organiza-se a partir dos grupos nas comunidades; PJE - Pastoral da Juventude Estudantil, organiza-se a partir dos grupos nas escolas; PJMP - Pastoral da Juventude do Meio Popular,  organiza-se a partir dos grupos  do meio popular, tendo como referência a classe social; e PJR - Pastoral da Juventude Rural, organiza-se a partir dos grupos de jovens na zona rural.
Essas pastorais assumem a espiritualidade que une a fé e a vida, a eclesiologia de comunhão e participação, valoriza a história e a caminhada feita, assume uma metodologia que parte da realidade, que reflete, estuda, planeja ações, celebra a caminhada, avalia sempre sua prática, assume os diferentes ambientes onde vivem os jovens.
Em 1983, a CNBB criou o Setor de Juventude, com o objetivo de assumir mais concretamente as orientações da Igreja na América Latina. Assumiu a Pastoral Orgânica da Juventude,  tendo o jovem como protagonista de sua ação evangelizadora, visando  favorecer a articulação  dos jovens a partir dos ambientes onde vivem. Não é uma ação planejada para jovens e, sim, a partir deles (as)  “jovens evangelizando jovens” com acompanhamento de assessores.
No Ano Internacional da Juventude (1985), criou-se o Dia Nacional da Juventude (DNJ).  Desde então, o DNJ é celebrado todos os anos, reunindo milhares de jovens em todo o país.
Em 1989, a coordenação nacional da Pastoral da Juventude do Brasil, decidiu criar uma Secretaria Nacional, com um (a) jovem eleito em Assembléia. Organiza,  também,  o jornal  "Juventude" destinado aos grupos de jovens.
 A grande força da Pastoral da Juventude se dá no Brasil em 1992, marcada pelo tema da Campanha da Fraternidade com o tema: Fraternidade e Juventude, e com o Lema: Juventude Caminho Aberto.
De lá para cá, graças à Deus, houve grandes avanços e continuamos caminhando com passos bem avançados. A história recente da PJ (1991-1997) foi gestada, com toda a dor e a esperança que é particular de um parto, a ousadia em refletir sobre si mesma, nos fez crescer passo a passo como uma criança que deseja viver as suas etapas em toda a sua plenitude.
“A Pastoral da Juventude é utopia e realidade, desafio e tarefa. Já está aí, mas nunca está pronta e acabada. Sua especialidade é estar sempre em construção, dinâmica e criativa, como a própria Juventude”.
A Pastoral da Juventude do Brasil mantém uma estrutura que parte dos grupos de jovens articulados em coordenações nos diversos níveis e ambientes. Ela assume também a assessoria como um ministério de acompanhamento e formação dos jovens e de sua pastoral e, também,  a busca do diálogo com as Congregações e Movimentos eclesiais que trabalham com jovens.
“Só uma Juventude organizada, será uma juventude forte”. (PUEBLA, 1185/1188).
NOSSO SÍMBOLO
O símbolo da Pastoral da Juventude surgiu de um comcurso nacional realizado entre o final dos anos 80 e início dos anos 90. Foi Criado pelo então jovem Cristiano, do Regional Sul I, hoje já adulto e casado.
O símbolo da PJ representa uma cruz estilizada, como se ela estivesse deitada no chão, servindo de estrada, um caminho, rumo à “Civilização do Amor”, tão citada em nossos documentos e proferida pelo saudoso Papa Paulo VI para os jovens de todo planeta.
A cor vermelha do nosso símbolo é a cor da paixão. Paixão pelo novo, pelo protagonismo juvenil, pela utopia. E quando realmente estamos apaixonados, a gente respeita, a gente cuida, a gente ama. Enfim, amar nos leva a “Civilização do Amor”.
Mas afinal, o que é essa “Civilização do Amor”? A “Civilização do Amor” nada mais é que a concretização do reino de Deus aqui na terra. Nós acreditamos que o Reino de Deus se iniciará aqui quando o homem novo e a mulher nova tomarem consciência que um outro mundo é possível.
NOSSA IDENTIDADE
PASTORAL: A palavra vem de pastor (aquele que orienta o rebanho) é uma atividade da igreja (povo + clero). A Pastoral da juventude é organizada, desenvolvida e executada por jovens.
JUVENTUDE: É o momento de transição entre a adolescência e a idade adulta. Apesar disso ser verdade, a idéia de juventude indica muito mais que um simples momento, é a plenitude dos ideais, é sonhar, criar, acreditar e realizar. Enquanto sonhar e acreditar que pode realizar, será sempre jovem.
Somos jovens das diversas realidades regionais do país, na maioria empobrecidos e a exemplo de Jesus Cristo fazemos a opção pelos pobres e jovens. Nos encontramos em grupos para partilhar e celebrar a vida, as lutas, sofrimentos e cultivar a amizade a partir de uma formação integral e mística própria.
Somos grupos de Jovens motivados pela fé, atuando dentro das comunidades eclesiais, a serviço da organização e animação das comunidades. Atuamos também na sociedade inseridos nos movimentos sociais, com destaque a participação política-partidária, movimentos populares e outras organizações que lutam em defesa da vida e da dignidade humana.
Nos organizamos a partir das coordenações dos grupos, paróquias, diocese e regional, ligados à Igreja do Brasil e da América Latina. Assim construímos e registramos nossa história, criando uma unidade na diversidade.
Diante de uma política desumana da manipulação dos Meios de Comunicação Social e de uma realidade tão adversa ousamos assumir e propor os projetos da Pastoral da Juventude do Brasil, como alternativa na construção da civilização do amor, sendo presença gratuita e qualificada no meio da juventude, atuando também em parceria com outras organizações da sociedade.
Somos PJ organizada no Brasil, com linha definida e metodologia própria, aberta ao novo acolhimento dos anseios da juventude, garantindo o seu protagonismo, evangelizando de forma inculturada na realidade em que vivemos. Somos jovens felizes, apaixonados, ternos e motivados pela fé. Encaramos a vida com potencial criativo muito grande, valorizando as artes (dança, poesia, música...) o lazer, o corpo, o símbolo, as culturas, com ardor, sonhos e amor pela causa do Reino.
O QUE QUEREMOS?
Despertar os jovens para a pessoa e a proposta de Jesus Cristo, desenvolvendo com eles um processo global de formação a partir da fé, para formar líderes capacitados a atuarem na própria Pastoral da Juventude do Brasil, em outros ministérios da Igreja e em seu meio especifico, comprometidos com a libertação integral do homem e da mulher, bem como da sociedade, levando uma vida de construção da Civilização do Amor proclamando:
SIM: à vida, ao amor como vocação humana, à solidariedade, à liberdade, à verdade e ao dialogo, à participação, ao esforço permanente pela paz, ao respeito pelas culturas, ao respeito pela natureza, à integração latino-americana;
 NÃO: ao individualismo, ao consumismo, à absolutização do prazer à intolerância, à injustiça, à discriminação, à marginalização, à corrupção e à violência.
 O PRIMADO: da vida humana sobre qualquer outro valor ou interesse; da pessoa sobre as coisas; da ética, sobre a técnica; do testemunho e da experiência sobre as palavras e as doutrinas; do serviço sobre o poder; de uma economia solidária sobre a produção de riqueza; do trabalho sobre o capital; da identidade cultural brasileira e latino-americana sobre outras influências culturais hegemônicas; da fé e da transcendência sobre toda tentativa de absolutizar o ser humano.
O desafio da PJ é descobrir com os jovens a prática de uma espiritualidade cristã, capaz de mantê-los na esperança e animá-los na luta, ou seja, uma espiritualidade diferente para os jovens. A experiência pessoal de comunhão com Jesus Cristo e a adesão ao seu projeto de vida, devem levar o jovem a comprometer-se com a comunidade.
 Convidamos de coração os jovens a vencer os obstáculos que ameaçam seu direito de participação, consciente e responsável, na construção de um mundo melhor. Não lhes desejamos a ausência pecaminosa na mesa da vida nem a triste capitula­ção ante os imperativos do prazer, do indiferentis­mo ou da solidão voluntária e improdutiva. Já pas­sou a hora do protesto, traduzido em formas exó­ticas ou através de exaltações intempestivas. Tendes uma capacidade imensa. Chegou o momento da reflexão e da aceitação plena do desafio de viver, em plenitude. os valores essenciais do autêntico humanismo integral.
NOSSA MISSÃO
Inspirados no documento de Puebla, quando a Igreja fez a opção preferencial pelos (as) jovens, bem como nas orientações para a Pastoral da Juventude do Brasil e da América Latina, podemos definir que a nossa MISSÃO é:
Organizar a ação pastoral a partir e junto à juventude - “jovem evangelizando jovem”;
Possibilitar e acompanhar os (as) jovens a descobrir, ouvir, seguir e comprometer-se com Jesus Cristo e seu projeto, integrando a sua fé com a vida e fortalecendo uma espiritualidade libertadora; 
Fortalecer a Igreja libertadora, a partir da experiência do Cristo Ressuscitado, acolhendo os (as) jovens na comunidade eclesial percebendo-os(as) como sinal da novidade da jovialidade de Deus;
Possibilitar crescimento e o aprofundamento da fé para uma maior comunhão com Deus, com as pessoas e com  o universo;
Acompanhar a elaboração do projeto de vida, respeitando as opções vocacionais dos diversos ministérios na perspectiva do Reino de Deus;
Partir da realidade pessoal, social, cultural e histórica e do momento atual, indo ao encontro deles (as) como são, tendo como referência o meio específico em que vivem;
Garantir espaços de vivência em pequenos grupos e/ou comunidades, onde possam partilhar alegrias e tristezas, angústias e esperanças, reflexão e ação, oração e celebração, festa, e tudo o que são e querem ser, o que vivem, o que crêem, o que sentem, o que sonham e ousam projetar;
Reafirmar a opção profética e transformadora pelos(as) jovens e empobrecidos(as), colocando-se a serviço de uma nova sociedade;
Criar espaços de participação da juventude  na Igreja  e na sociedade, percebendo meios eficazes para o exercício da cidadania e o despertar da militância;
Contribuir para que os(as) jovens se tornem protagonistas da construção da civilização do amor, sinal profético do Reino definitivo e de esperança para a juventude na promoção da vida.
E OS GRUPOS DE JOVENS, ONDEM ENTRAM EM TUDO ISSO?
Não podemos esquecer o mais importante, que é a base da Pastoral da Juventude. Os grupos de jovens das comunidades e das diversas especificidades. Infelizmente ainda existe gente pensando que PJ é a coordenação, ou algo mais distante. Na verdade, os grupos de jovens é que são as bases da PJ, é no grupo e pelo grupo que a PJ acontece. Quando o grupo busca aprofundar e viver a fé, atuar na comunidade, descobrir como transformar a realidade e, junto com os demais grupos, ser evangelizador de outros jovens, já está sendo e fazendo PASTORAL DA JUVENTUDE. 
NÃO EXISTE PASTORAL DA JUVENTUDE, SEM GRUPOS DE JOVENS
POR QUE ESTAR LIGADO A PASTORAL DA JUVENTUDE?
Para não ficarmos isolados, sempre na mesma coisa, para conhecer outras experiências e compreender a importância do intercâmbio, para descobrirmos que podemos ser mais fortes, ter acesso a mais informações, materiais, enfim, para que tenhamos uma organização com participação de todos os grupos de jovens, construindo, assim, uma "ação efetivamente organizada dos jovens para crescerem na fé e evangelizarem outros jovens". Será muito importante quando todos os nossos grupos de jovens de nossas paróquias, puderem e quiserem se reunir e trocar idéias e desenvolver atividades em todas as comunidades, sem contar o grande círculo de amizades que se formará entre os nossos grupos.